Paciente é picado por escorpião em hospital de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O incidente aconteceu na sexta-feira (30 de outubro), no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Além disso, familiares do homem de 38 anos denunciam demora na transferência para tratamento especializado.
De acordo com a direção do hospital, o paciente recebeu atendimento médico após a picada. A instituição informou que ele não apresentou alterações clínicas relacionadas ao incidente. No entanto, a ocorrência aumentou a preocupação da família com as condições de internação.
Picado por escorpião em hospital de Foz: entenda o caso
Segundo os familiares, o homem estava em um quarto destinado ao isolamento quando sofreu a picada. Na ocasião, ele já enfrentava complicações de saúde provocadas por uma doença neurológica rara.
Além disso, os parentes questionam as condições de conservação do ambiente hospitalar. Uma prima do paciente relatou que a família registrou imagens relacionadas ao incidente.
A situação gerou preocupação principalmente porque o homem apresenta dificuldades de locomoção, episódios de perda de visão e dores intensas.
Família denuncia demora na transferência do paciente
De acordo com os familiares, o homem está internado há mais de 40 dias. Além disso, ele aguardava há mais de 20 dias uma vaga para continuar o tratamento em uma unidade especializada, conforme denúncia divulgada em 30 de outubro.
Segundo uma prima, o paciente foi diagnosticado com MOGAD, uma doença autoimune rara que pode comprometer o sistema nervoso central.
A família afirma que o atendimento especializado depende de uma transferência para Curitiba ou Londrina. Entretanto, as tentativas de conseguir uma vaga ainda não haviam apresentado resultados até a divulgação do caso.
Os parentes também relatam que procuraram autoridades e órgãos públicos em busca de uma solução. Apesar disso, não havia confirmação de uma transferência na data da reportagem original.
Por isso, os familiares demonstraram preocupação com o estado de saúde do paciente e defenderam a necessidade de atendimento especializado.
Picado por escorpião em hospital de Foz: resposta da direção
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck confirmou oficialmente que um paciente sofreu uma picada de escorpião dentro da unidade.
Segundo a direção, a equipe assistencial realizou o atendimento necessário. Além disso, a instituição informou que o homem não apresentou alterações clínicas após o incidente.
O hospital também esclareceu que o setor havia passado por uma dedetização específica contra escorpiões aproximadamente 20 dias antes da ocorrência.
De acordo com a unidade, o procedimento incluiu a aplicação de produtos químicos nos ralos dos leitos.
Ainda assim, o hospital informou que reforçaria as medidas preventivas para garantir a segurança de pacientes e profissionais.
No entanto, a manifestação não esclareceu os questionamentos dos familiares sobre a transferência e as condições do quarto.
O que é MOGAD, doença enfrentada pelo paciente?
A MOGAD é uma doença autoimune rara que provoca inflamações no sistema nervoso central. Por isso, pode comprometer o cérebro, a medula espinhal e os nervos ópticos.
Entre os principais sintomas possíveis estão alterações na visão, fraqueza muscular e dificuldades de locomoção. Além disso, alguns pacientes podem apresentar limitações importantes nas atividades diárias.
O tratamento depende das características e da gravidade de cada caso. Por exemplo, em determinadas situações, os médicos podem utilizar a plasmaférese, procedimento que remove componentes do plasma associados à resposta imunológica.
Dessa forma, o acompanhamento especializado é importante para avaliar a evolução da doença e definir os cuidados necessários.
Caso aumenta preocupação com segurança hospitalar
O incidente no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu trouxe novas preocupações aos familiares. Entretanto, a instituição informou que o paciente recebeu atendimento médico e não apresentou alterações clínicas após a picada.
Apesar dos esclarecimentos sobre o controle de escorpiões, as reclamações relacionadas à transferência e às condições do ambiente ainda dependiam de respostas oficiais na data da denúncia.
Por fim, o caso reforça a importância das medidas preventivas e da assistência adequada aos pacientes hospitalizados.
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Fonte: Portal da Cidade Foz do Iguaçu, reportagem publicada em 30 de outubro de 2026.